sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

HQ - V de Vingança!

Eai galera tudo de boa?


Hoje vim aqui para falar de uma excelente HQ... V de Vingança. Que li há certo tempo atrás e recentemente me veio à idéia de postar sobre esta incrível HQ

Acho que a maioria já assistiu ao filme, mas grande parte não sabia que antes "V" era uma história em quadrinhos, e para aqueles não sabe do que eu estou falando aqui vai uma sinopse: 

"A história começa após o fim do conflito político, com os campos de concentração desativados e a população complacente com a situação, até que surge "V" — um Anarquista que veste uma máscara estilizada de Guy Fawkes e é possuidor de uma vasta gama de habilidades e recursos. Ele então inicia uma elaborada e teatral campanha para derrubar o Estado.
No processo, conhece Evey, garota que perdeu os pais durante a guerra. Evey é tratada por V como aprendiz, sempre sendo apresentada à resquícios de uma cultura perdida por causa da guerra
"

Informações:
  • Publicação original: 1982
  • Última Publicação: 1988
  • Quantidades de edições: 10
  • Editoras >Brasil: Abril Jovem, Panini Comics
  • Gêneros: anarquismo, mistério, pós-apocalipse, Anti-Herói
  • Roteirista: Alan Moore

V de Vingança foi publicado originalmente entre 1982 e 1983 em preto e branco pela editora britânica Warrior, mas não chegou a ser finalizado. Em 1988, incentivados pela DC Comics, Moore e Lloyd retomaram a série e a concluíram com uma edição colorida. A série completa foi republicada nos EUA pelo selo Vertigo da DC e no Reino Unido pela Titan Books. No Brasil, foi publicada em 1989 em cinco edições em cores pela editora Globo e mais tarde pela Via Lettera, em dois volumes em preto e branco; em 2006 teve uma edição especial pela Panini, em volume único, colorido e com material extra.

          Uma das coisas que mais gostei é a forma de que  "V" conversa. Peguei esse exemplo do site ainica em quem V "dialogo" com a 
Estátua da Justiça.

"Olá, formosa dama.
Linda noite, não?
Perdoe-me a interrupção. Talvez a senhorita pretendesse passear… apenas desfrutar a paisagem.
Não importa. Creio que é chegado o momento de termos uma breve conversa.
Aah! Eu me esqueci de que não fomos devidamente apresentados…
Não tenho um nome, mas pode me chamar de “V”.
Madame Justiça… este é V.
V… esta é Madame Justiça.
Olá, Madame Justiça.
“Boa-noite, V.”
Pronto. Agora já nos conhecemos. Para ser sincero, outrora fui admirador seu. Oh, eu sei o que está pensando…
“O pobre rapaz tem uma queda por mim… uma paixão juvenil!”
Perdoe-me, madame, mas não se trata disso.
Eu a admirei por muito tempo… embora sempra à distância. Quando criança, eu a contemplava das ruas lá embaixo.
Indagava a meu pai: “Quem é aquela moça?” e ele respondia: “É a Madame Justiça”. Ao que eu emendava: “Como é bela!”
Por favor, não pense se tratar apenas de atração carnal! Sei que não é esse tipo de mulher. Eu a amava como pessoa, como ideal!
Isso foi há muito tempo. Agora, confesso que há outra…
“O quê? Que vergonha, V! Traindo-me com uma meretriz de lábio pintado e sorriso vulgar!”
Eu, Madame? Permita-me divergir. Foi sua infidelidade que me lançou aos lábios dela.
Ahá! Ficou surpresa, não? Pensou que eu desconhecia suas escapadelas? Ledo engano! Eu sei de tudo!
Na verdade, não me surpreendi quando soube que flertava com um homem de uniforme!
“Uniforme? E-eu não sei do que está falando! Sempre foi você, V… o único em minha…”
Mentirosa! Meretriz! Messalina! Ousa negar que se deixou envolver por ele, suas braçadeiras e botas?
Ah! O gato comeu sua língua?
Foi o que pensei.
Muito bem! Afinal, a verdade se revela. Você não é mais minha justiça. É a dele. Deitou-se com outrem.
Bem, eu posso fazer o mesmo.
“Snif! Snif! Q-quem é ela, V? Como se chama?”
Seu nome é Anarquia. E, como amante, ela me ensinou mais do que você.
Com ela, aprendi que, sem liberdade, não há sentido na justiça. É honesta. Sem promessas, e nem deixa de cumpri-las como você, Jezebel!
Eu vivia me indagando porque você nunca me olhou nos olhos. Agora eu sei.
Assim sendo, adeus, cara dama. Eu estaria entristecido por nossa separação caso ainda fosse a mulher que amei outrora.
Eis um último presente que deixo a seus pés.
As chamas da Liberdade! Que adorável… Quanta justeza, minha preciosa Anarquia…
“Ó Beldade, até hoje eu te desconhecia!”


Tanto a HQ quanto o Filme são excepcionais, mas o final do filme eu curti mais do que a da HQ, entre tanto isso vai do gosto de cada pessoa certo? xD  Fica a dica para a leitura, então LEIAM!